Guilherme Borsatto | Biografia

    Vive e trabalha em São Paulo | SP, 1991

    Guilherme Borsatto nasceu em 1991 em São Paulo, onde reside e trabalha. Em 2019, se graduou em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Seu interesse está no limite entre a memória e o esquecimento, pois acredita haver espaço para criar nessa indefinição. Tendo crescido em uma família fragmentada, procura por enxertos em dispositivos de memória alheios, a fim de preencher as lacunas que se formaram entre suas lembranças, afetos e expectativas. Seus trabalhos misturam autobiografia e ficção, e se desenvolvem entre diversas linguagens como a fotografia, a pintura, a instalação e o livro de artista. Integrou grupos de pesquisa como o Hermes Artes Visuais, com os artistas Carla Chaim, Nino Cais e Marcelo Amorim e o Método Sem Método, com o artista Bruno Novaes. Participou de exposições coletivas como O encontro é um lugar impossível, no Centro Cultural Correios, São Paulo, Romper a superfície é abrir um rio para dentro, FONTE, São Paulo, e 36º salão de artes plásticas de Jacarezinho, em Jacarezinho, no Paraná. Desde 2021, além de atuar como artista, dirige e orienta o grupo incubadora de acompanhamento artístico ao lado de Giovana Macedo.

    ARTE CONTEXTO – REFLEXÃO EM ARTE
    ISSN 2318-5538
    V.7, Nº18, MAR., ANO 2023
    ACESSO À CULTURA

    GALERIA ARTE CONTEXTO
    Acompanhe sua produção em: @gui.borsatto e guilhermeborsatto.art

    BOLO DE COCA-COLA

    Minha proposta é trazer o olhar estético para a despretensão do cotidiano. Acredito que podemos enriquecer a nossa convivência com essas imagens domésticas, que facilmente são ignoradas ou descartadas.

    É comum que esse tipo de material seja relacionado ao feminino, às figuras maternais que cuidam, guardam e nutrem o arquivo familiar. Seria esse descaso uma espécie de misoginia enraizada na arte contemporânea?

    Diante disso, proponho um percurso por meio de registros familiares, receitas, fotografias e rabiscos de canto de página que, tal qual nossas lembranças, se acumulam, mudam de forma, tamanho e definição.

    Volto meu interesse para a incerteza que permeia as recordações, para essas imagens sem nitidez que podem (ou parecem) ser alheias e ainda assim comuns a todos nós. Por que nos identificamos com imagens que não são nossas? Seria essa conexão apenas uma criação do inconsciente ou uma ferramenta usada para reescrever nossa própria história?

    Artista Guilherme Borsatto
    Título Bolo de Coca-Cola
    Ano 2021-2022
    Técnica Técnica Mista
    Dimensões Variadas
    Fonte das imagens guilhermeborsatto.art

    Figura 1 – Sonhos pequenos, 2022. Recorte de receita e aquarela sobre papel, 29x21cm.

    Figura 2 – Salada de frutas, 2022. Bastão oleoso sobre tela, 105x140cm.

    Figura 3 – Selinho, 2022. Cacos de vidro e fotografias, 3×3,5cm.

    Figura 4 – 06.01.09, 2022. Agulha, botão e linha sobre foto 3×4, 3,5x3x4cm.

    Figura 5 – Um rio chamado tempo (ou refragmentar), 2022. Cacos de vidro e
    aquarela sobre fragmentos de fotografias envelhecidas artesanalmente, 82x123cm.

    Figura 6 – Mais uma pintura a ser coberta (e descoberta), 2022. Óleo e massa acrílica sobre tela, 90x120cm.

    Figura 7 – Breu, 2021. Aquarela sobre fotografia envelhecida artesanalmente, 10x30cm.

    Figura 8 – Sonhos, 2022. Bastão oleoso sobre papel, 59x42cm.

    Figura 9 – Éramos três, 2022. Colagem com três fotografias, 25x17cm.

    Figura 10 – Bolo de coca-cola, 2022. Políptico, bastão oleoso sobre papel. Tamanhos variados.